O proprietário e presidente do Kabuscorp do Palanca, Bento Kangamba, afirmou que a mudança da direção da Federação Angolana de Futebol (FAF), liderada por Artur de Almeida e Silva, é fundamental para a melhoria da prática do futebol em Angola, principalmente no nível competitivo da Seleção Nacional de Honras, Palancas Negras. Ele argumenta que os dirigentes devem servir o futebol, e não o contrário.
Kangamba destacou os resultados positivos da gestão anterior, liderada por Armando Machado e Justino Fernandes, e criticou a atual direção por criar problemas graves com os filiados, principalmente com os clubes. Ele apontou o afastamento do Kabuscorp da fase nacional da Taça de Angola como exemplo da má gestão.
O empresário defendeu ainda que a anulação do Girabola foi precipitada, pois a decisão deveria ter sido tomada apenas um mês depois. Ele reconhece que não há condições para retomar as competições no país, pois os testes da Covid-19 são caros e escassos.
Kangamba também questionou a gestão dos apoios dados pela FIFA e pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para mitigar os efeitos da pandemia. Segundo ele, os filiados foram afastados da partilha dos valores, e a FAF focou-se apenas no dinheiro, deixando de lado as competições.
O empresário ressaltou que os clubes são os responsáveis pelas despesas do futebol e que a Federação só faz os comunicados. Ele defendeu que a FAF deve considerar as classificações da época de 2018/2019 para o preenchimento dos lugares das Afrotaças e afirmou que o Kabuscorp está pronto para jogar.
Em conclusão, Kangamba defendeu que a FAF precisa mudar para recuperar o nível competitivo do futebol em Angola. Ele ressaltou que a Federação deve trabalhar em conjunto com os clubes, servindo-os e não o contrário, para alcançar resultados positivos.
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